quinta-feira, 20 de agosto de 2026

ENTRONCAMENTO / sobre unidade BIOMETANO ÁRGEA: a contestação vai aumentar!

ENTRONCAMENTO / sobre unidade BIOMETANO ÁRGEA: a contestação vai aumentar!


Na passada terça-feira, 18 de agosto, no Entroncamento, na Sede da Junta de Freguesia de S. João Batista (a quem se agradece a cedência das instalações), e numa iniciativa das Comissões de Utentes dos Serviços Públicos do Médio Tejo, reuniram-se meia centena de cidadãos (alguns da aldeia de ÁRGEA), para debater e dialogar sobre a intenção (pelo que é público, quase unanimemente rejeitada) de instalarem uma unidade de produção de biometano em Árgea. O local escolhido, entre as aldeias de Árgea, Casal Sentista, Pintainhos e Barroca, fica no extremo norte do concelho do Entroncamento pelo que os efeitos negativos, se tal instalação se viesse a concretizar, afectariam a qualidade de vida da população da cidade do Entroncamento.


Do conjunto de intervenções, mais de uma dezena (inclusive do Presidente da Assembleia de Freguesia e do Tesoureiro da Junta de Freguesia de S. João Baptista) foram reforçados os argumentos contra a instalação da unidade de biometano no local indicado quer a nível da qualidade do ar, dos transportes da matéria prima e dos resíduos, da rede hidrográfica, ... Saliente-se também a ausência de legislação específica para estas actividades e o comportamento passado dos governos que prometem tudo (por exemplo, acessibilidades) mas depois deixam as promessas por cumprir, como no caso do Parque do Relvão.


Foi consensual a ideia de que as populações não podem desmobilizar, assim como os autarcas e todos os movimentos sociais, até que o promotor desista do local e escolha outro afastado de zonas habitacionais e/ou com actividade humana. Para além das iniciativas previstas, nomeadamente junto da população de Torres Novas, foi sugerida, e aceite por todos os presentes, que em data a anunciar e em moldes a definir, seja realizada uma ARRUADA na Cidade do Entroncamento.

AS POPULAÇÕES TÊM DIREITO A VIVER EM AMBIENTES SAUDÁVEIS


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terça-feira, 18 de agosto de 2026

Torres Novas: na N3 a seguir à Rotunda dos NEGRÉUS

À atenção da IP

N3 a seguir à Rotunda dos Negréus,

poste no chão, arbustos a invadir a faixa de rodagem, passeio e valeta inexistentes 



Divulgado



Depois vêm dizer que não há alternativa ao aumento de impostos e menos serviços públicos

 


Processo ÁRGEA/biometano: consultas públicas em que a opinião maioritária foi rejeitada?

VAI SER UMA LUTA DIFÍCIL E LONGA, NÃO SE PODE DESISTIR!


Texto IA

As consultas públicas em Portugal e na União Europeia não têm caráter vinculativo, o que significa que o Governo ou as entidades reguladoras não são legalmente obrigados a seguir a opinião da maioria dos participantes. O principal objetivo destes processos é a auscultação e a recolha de contributos, servindo frequentemente apenas como um barómetro político ou um passo formal obrigatório. [1]
Historicamente, existem vários casos de grande relevância em que a esmagadora maioria das participações populares e institucionais contestou uma medida, mas a decisão final ignorou ou rejeitou essa oposição:
1. Lei das Minas (Regime Jurídico da Revelação e Aproveitamento de Recursos Geológicos)
  • O caso: Em 2021, o Governo português aprovou o decreto-lei que regulamenta a exploração mineira e de lítio no país.
  • A rejeição da maioria: Associações ambientais como a Associação Zero e movimentos cívicos locais denunciaram que o executivo ignorou por completo os milhares de pareceres negativos enviados durante a consulta pública. O diploma final manteve regras que facilitavam a exploração em áreas protegidas, desrespeitando o forte consenso público contra a destruição de valores naturais. [1]
2. Plano Setorial das Zonas de Aceleração para Energias Renováveis (PSZAER)
  • O caso: Em julho de 2026, foi levado a consulta pública o plano energético para definir as áreas de aceleração de fontes renováveis, abrangendo cerca de 7% do território continental português. []
  • A rejeição da maioria: Movimentos cívicos como a Plataforma Nordeste Vivo acusaram publicamente o Governo de opacidade. O processo avançou sem disponibilizar os mapas e impactos reais às populações afetadas. Apesar do clamor de protesto e da contestação massiva à pressa do calendário da consulta, as decisões do plano prosseguiram priorizando interesses económicos. [1, 2]
3. Fim da Mudança de Hora na União Europeia
  • O caso: Em 2018, a Comissão Europeia lançou a maior consulta pública da história da UE, questionando os cidadãos sobre a abolição da mudança da hora sazonal (horário de verão/inverno).
  • A rejeição da maioria: Participaram 4,6 milhões de cidadãos europeus e 84% votou a favor do fim da alteração horária. Embora o Parlamento Europeu tenha aprovado a proposta para terminar com a prática, o Conselho da União Europeia (composto pelos Governos dos Estados-membros) bloqueou a decisão por falta de consenso técnico e político, mantendo a mudança de hora ativa.
4. Consultas sobre Coinvestimento em Redes de Fibra Óptica (ANACOM)
  • O caso: O regulador das comunicações em Portugal (ANACOM) realiza frequentemente consultas públicas relativas à regulação dos mercados de banda larga e partilha de infraestruturas.
  • A rejeição da maioria: Em vários períodos regulatórios, operadores de telecomunicações concorrentes e associações do setor submeteram respostas maioritárias contra determinadas restrições de preços ou obrigações de partilha de rede. A ANACOM seguiu a sua própria linha de orientação técnica, explicitando nos relatórios finais de análise que os argumentos da maioria do mercado não serviam o interesse público ou a concorrência a longo prazo.
Estrutura Típica de Resposta do Estado
Quando o Estado decide ignorar a maioria dos contributos, o documento de encerramento da consulta pública — denominado Relatório de Consulta Pública — utiliza habitualmente justificações padrão:
  • Falta de fundamentação técnica ou jurídica nas respostas populares.
  • Superioridade do interesse público nacional face a interesses de contestação local (frequentemente associado ao fenómeno NIMBY - Not In My Backyard).
  • Necessidade de cumprimento de diretivas europeias ou prazos financeiros vinculativos (como metas do PRR).



Esta não lembrava ao diabo... até parece que a SNS24 funciona a tempo e horas e sempre...

 


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