domingo, 12 de julho de 2026

Manuais escolares gratuitos (MEGA): já há datas para vouchers

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Manuais escolares gratuitos (MEGA): já há datas para vouchers

As famílias já podem começar a preparar o regresso às aulas. Foram divulgadas as datas para a emissão dos vouchers do programa MEGA (Manuais Escolares Gratuitos), que permitem levantar gratuitamente os manuais escolares dos alunos do ensino obrigatório no ano letivo 2026/2027.

Tal como em anos anteriores, a disponibilização dos vales será feita de forma faseada, consoante o ano de escolaridade.

Quando ficam disponíveis os vouchers?

A emissão dos vouchers terá início nas seguintes datas:

Nota: estas datas estão disponiveis aqui e não no Portal Mega.

Os encarregados de educação receberão uma notificação por e-mail assim que os vouchers estiverem disponíveis na plataforma.

Como obter os vouchers?

Os vales são emitidos através da plataforma MEGA – Manuais Escolares Gratuitos e destinam-se aos alunos do ensino obrigatório que frequentem escolas públicas ou estabelecimentos de ensino privado com contrato de associação.

Para aceder aos vouchers, o encarregado de educação deve:

  • Estar registado como encarregado de educação na escola;
  • Ter o NIF associado à plataforma MEGA;
  • Efetuar o acesso à plataforma utilizando as credenciais do Portal das Finanças na primeira utilização.

Depois de emitidos, os vouchers podem ser consultados e descarregados na plataforma ou através da aplicação móvel Edu Rede Escolar.

Manuais escolares gratuitos (MEGA): já há datas para vouchers

Livros novos ou reutilizados?

Nem todos os alunos recebem livros novos. O programa prevê a reutilização dos manuais sempre que possível.

Quando forem atribuídos livros reutilizados, estes deverão ser levantados diretamente na escola. Caso sejam emitidos vouchers, estes poderão ser utilizados numa das livrarias aderentes ao programa para levantamento de manuais novos.

Atenção à devolução dos manuais

Os alunos que beneficiaram de manuais gratuitos no ano letivo anterior devem proceder à devolução dos livros em bom estado de conservação para continuarem a usufruir do programa nos anos seguintes.

A única exceção aplica-se aos alunos do 1.º ciclo, que não têm de devolver os manuais escolares.

O programa MEGA continua a abranger os estudantes do 1.º ao 12.º ano, representando um importante apoio às famílias portuguesas no início de cada ano letivo.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

T Novas / ÁRGEA: depois das 6 MIL ASSINATURAS, dia 20julho VIGILIA POPULAR

 


Governo aprovou um mecanismo para indemnizar a Brisa, a Ascendi e a IP ... a POPULAÇÃO que espere!!!

 


O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira, 9 de julho, um mecanismo para indemnizar a Brisa, a Ascendi e a Infraestruturas de Portugal pelas receitas que deixaram de cobrar durante a isenção temporária de portagens decretada depois da tempestade Kristin.
O Estado vai pagar-lhes 70% do que dizem ter perdido nos troços da A8, A17, A14 e A19 entre 1 de fevereiro e o dia 15. António Pires de Lima, presidente executivo da Brisa, já tinha ido ao Parlamento em fevereiro dizer que os 30% que ficam a cargo da concessionária equivalem a 700 mil euros.
Fica tudo dito no calendário.
A isenção foi aprovada por decreto-lei a 13 de fevereiro, duas semanas depois da tempestade.
O mecanismo para pagar às empresas por essa isenção ficou fechado a 9 de julho.
Cinco meses depois do temporal, o Estado teve tempo, vontade política e capacidade administrativa para desenhar, negociar e aprovar um instrumento que garante aos acionistas da Brisa e aos da Ascendi, e à IP que não perdem um euro com a decisão que o próprio Governo tomou.
Enquanto isso, quem perdeu o telhado continua sem telhado.
A tempestade Kristin, na noite de 27 para 28 de janeiro, foi classificada pelo IPMA como a mais violenta com registo em Portugal. Arrasou habitações, estradas, redes elétricas, comunicações, património.
Ferreira do Zêzere teve 85% das casas danificadas, o concelho de Leiria contabilizou sozinho perto de 243 milhões de euros em prejuízos. O Governo declarou calamidade, prometeu um pacote de 2,5 mil milhões de euros e criou linhas de apoio à habitação, à agricultura, ao emprego, ao crédito.
Três meses depois, o retrato feito no terreno pelo Público não deixa margem para ambiguidade: das cerca de 30 mil candidaturas a apoios de reconstrução, pouco mais de 10% tinham sido aprovadas.
Há casas destelhadas que continuam destelhadas.
Há empresas destruídas que não voltaram a laborar.
Há equipamentos públicos parados, o pavilhão do Sporting Clube Marinhense, o campo do clube, escolas, infraestruturas de comunicações que nunca foram totalmente repostas em centenas de casos. Gente que perdeu tudo em janeiro continua, em julho, a preencher formulários e a aguardar vistorias.
Não é falta de instrumentos legais. Foram publicados decretos-lei, portarias, resoluções do Conselho de Ministros, moratórias bancárias, linhas de crédito.
É a burocracia normal do Estado a funcionar à velocidade normal do Estado quando quem espera é o cidadão comum.
Quando quem espera é a Brisa, a máquina acelera.
Tudo uma questão de prioridades, não de capacidade.
Ninguém defende que as concessionárias devam ser compensadas por perdas de receita impostas por decreto. Isso é uma obscena decorrência normal do direito dos contratos de concessão, e a Brisa já veio publicamente quantificar o que diz ter perdido.
O problema é o princípio.
É a assimetria na execução: o Estado sabe ser rápido, sabe negociar em meses, sabe fechar mecanismos financeiros complexos que protegem os balanços de empresas com capital estrangeiro entre os seus acionistas e ao mesmo tempo deixa milhares de famílias, muitas delas sem seguro e sem margem financeira nenhuma, à espera de uma vistoria técnica há cinco meses.
Isto acontece justamente no momento em que o Governo prepara o regresso das PPP rodoviárias: mais de 500 quilómetros de novas concessões a lançar entre 2029 e 2031, um investimento que o secretário de Estado das Infraestruturas já contabilizou em mais de 6 mil milhões de euros, com a Autoridade da Mobilidade e Transportes a preparar um novo modelo de financiamento e de portagens para a próxima geração de contratos.
O setor das concessionárias rodoviárias não está em crise.
Está prestes a crescer.
E é precisamente esse setor que o Estado trata com a máxima diligência, enquanto o cidadão que perdeu a casa espera na fila.
Não é preciso inventar conspirações para ver o que isto é: um Estado que protege primeiro quem tem advogados, lobistas e contratos bem redigidos, e só depois, devagar, com formulários, prazos e vistorias, quem só tem a palavra e as fotografias dos estragos.
A promessa de celeridade nas indemnizações às concessionárias devia ser, no mínimo, acompanhada da mesma celeridade nas indemnizações às pessoas.
Não foi.
E a próxima geração de concessões já aí vem, com o mesmo Estado a decidir, mais uma vez, quem espera e quem não espera.
Fontes: ECO (9 jul. 2026), Público (27 abr. 2026), Governo de Portugal, CCDR Centro, CCDR-LVT, Jornal de Negócios, Observador.

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