quarta-feira, 17 de junho de 2026

17 junho - Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca

No Médio Tejo e no distrito de Santarém... temos de combater a desertificação dos meios rurais!

Em 2026, o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca assinala a importância das pastagens naturais para a subsistência de cerca de 2 bilhões de pessoas, além do seu contributo para a economia, os ecossistemas e as culturas de todo o mundo.

Sob o tema “Reconhecer. Respeitar. Restaurar”, a edição deste ano, acolhida pelo Quénia, destaca o contributo das pastagens para a resiliência climática, para a segurança alimentar e hídrica, para a conservação da biodiversidade e para a identidade cultural das comunidades pastoris e indígenas.

Reconhecimento dos prados é urgente

Na celebração de 2026, António Guterres lança um “apelo urgente” à comunidade internacional “para reconhecer e respeitar as pastagens do mundo”.

As pastagens naturais são um dos ecossistemas mais extensos do mundo, cobrindo mais de metade da superfície terrestre e fornecendo quase 70% da alimentação animal a nível mundial.

No entanto, até metade das pastagens do mundo está degradada ou em risco, com consequências graves para a segurança alimentar e hídrica, a biodiversidade, a resiliência climática e os meios de subsistência rurais.

Neste sentido, o secretário-geral das Nações Unidas sublinha a necessidade de “investir na sua recuperação, especialmente na segurança hídrica”, bem como de “capacitar as comunidades rurais através do emprego sustentável e promover soluções além-fronteiras, através da cooperação internacional”.

Proteção dos meios de subsistência pastoris

O evento está alinhado com o Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, promovendo a sensibilização, o incentivo ao investimento responsável e o reforço de políticas que protejam as pastagens e os meios de subsistência de milhões de pastores.

Este alinhamento constitui “uma oportunidade para apoiar os pastores e os povos indígenas, cujo conhecimento tradicional pode ajudar a salvaguardar estes ecossistemas”, nota o secretário-geral.

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