Com o calor, os dias maiores, as refeições fora de casa, as festas, as praias, os ATL e os encontros em família, há também mais oportunidades para algumas viroses circularem – incluindo as que provocam gastroenterites.
O norovírus é uma das causas mais comuns de gastroenterite. É muito contagioso e pode provocar diarreia, vómitos, náuseas, dores abdominais, febre e mal-estar.
Estas viroses são mais comuns nas crianças e, na maioria dos casos, passam em poucos dias, com hidratação, repouso e vigilância. Mas quando chegam aos mais velhos, a pessoas com doença crónica ou com o sistema imunitário fragilizado, podem ter maior impacto e até descompensar patologias pré-existentes.
Por isso, se houver sintomas em casa, recomenda-se algum distanciamento preventivo entre crianças com sintomas e pessoas mais vulneráveis – como avós, pessoas com doença crónica ou imunocomprometidas – até 48 horas após a melhoria.
Lavar bem as mãos com água e sabão, reforçar a limpeza das superfícies, evitar preparar alimentos para outras pessoas enquanto houver sintomas e manter uma boa hidratação são gestos simples que ajudam a proteger todos.
O principal risco é a desidratação. Esteja atento a sinais como boca seca, pouca urina, urina muito escura, tonturas, grande cansaço, vómitos persistentes ou dificuldade em reter líquidos.
Para saber mais, pode ouvir – ou reouvir – o episódio 6 do podcast Haja Saúde, da ULS Médio Tejo, dedicado a “Gastroenterites e Intoxicações Alimentares”.
Neste episódio, o médico Miguel Duarte, especialista em Medicina Geral e Familiar da Unidade de Saúde Familiar Nove Torres, em Riachos, explica como distinguir uma gastroenterite de uma intoxicação alimentar, quais os principais sintomas e que cuidados ajudam a prevenir estas situações.
fonte:
https://www.ulsmt.min-saude.pt/noticias/gastroenterites-norovirus-o-que-precisa-saber/
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