Do editorial JORNAL CIDADE DE TOMAR:
"Ninguém apanha um autocarro a pensar que pode ser a sua última viagem. Ninguém sai de casa de manhã a contar que não volta. Entramos, validamos o passe, escolhemos um lugar à janela, pensamos na lista das compras, no que vamos fazer para o jantar. A vida acontece nesses gestos tão pequenos e tão banais."
"Perante esta imprevisibilidade, perante uma vida que é tão efémera e nos pode ser tirada assim, custa-me ainda mais a maldade que vejo por aí. As discussões por nada, os orgulhos que duram anos, as palavras que guardamos, os abraços que adiamos, o “depois digo-lhe” que fica para depois.
Tudo isto é triste. Tudo isto é verdade."
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