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Data Center de Sines: viagem ao centro de dados que gastará mais eletricidade que três milhões de famílias
Muita segurança, um edifício (quase) sem pessoas e que parece um organismo vivo, um apetite insaciável por energia elétrica, grandes clientes internacionais de tecnologia em fila de espera: fomos à Start Campus, em Sines, a linha da frente da nova economia da inteligência artificial.
"Nunca tinha estado num data center?”, pergunta Luís Rodrigues, enquanto se ouve o som de uma porta de segurança a abrir e entramos num corredor longo sem janelas e com luz branca. Seguimos atrás do segurança que vai abrindo e fechando portas, parte do protocolo apertado. Para chegar ali passámos pelo controlo à entrada - com um grande portão automático de metal e uma cerca de arame farpado -, assinámos um acordo para não fazer imagens dos equipamentos no interior, vimos um vídeo de 10 minutos com as regras do centro e pusemos o telemóvel num saquinho de plástico para bloquear a câmara. ...
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O centro de dados de Sines é apresentado como um símbolo do progresso tecnológico, da inteligência artificial e da capacidade de atrair milhares de milhões de euros de investimento privado. Pode, de fato, criar atividade econômica, emprego qualificado e receita para Portugal. Mas há uma pergunta que não pode ficar sem resposta: quem fica com os benefícios e quem paga a infraestrutura necessária para torná-los possíveis?
A REN prevê investir mais de 500 milhões de euros no reforço da rede elétrica de Sines, para responder a vários grandes projetos industriais. Os promotores suportarão parte dos encargos, mas foi reconhecido que, se os projetos não avançarem como previsto, poderão existir custos para os consumidores através das tarifas.
É aqui que começa a responsabilidade política. O investimento privado não deve significar lucros privados garantidos e riscos repartidos pela população. O progresso técnico é desejável, mas tem de trazer benefícios concretos para o país, emprego duradouro, receitas públicas e uma repartição transparente dos custos.
Portugal não pode se limitar a fornecer eletricidade, rede e condições favoráveis para grandes negócios, deixando para os consumidores a eventual conta dos investimentos que não correrem como previsto. A modernização da economia só representa verdadeiro progresso quando os benefícios coletivos justificam os recursos utilizados e os riscos assumidos pela sociedade.
Qual é a novidade? Muitos infelizmente não sabem que isto consome Mw de energia porque o sistema todo precisa de refrigeração. E a linha de energia tem de ser estável e não pode ter flutuações na rede de abastecimento. Por isso as centrais nucleares são a peça mais importante nisto tudo. Com tanto investimento de Datacenters ao longo do país,como tb é caso da construção de 3 na castanheira do Ribatejo, em breve se começar a acontecer certos apagões em certas regiões não me espanta. Pq a rede elétrica têm sido alterada para priorizar certos beneficiários.
E NAO FALANDO NA ÀGUA......
Vejam o que está acontecendo pela Europa afora e Estados unidos, populações inteiras contestando ferozmente esses novos centros de dados! Eles não são mais o que costumavam ser, estão sendo criados para acomodar a IA e a superIA e enquanto isso quem paga a conta de luz, infraestruturas que são precisas em termos elétricos para acomodar isso? Sem falar na água que consomem. Numa pequena conversa sua com a IA, pequena conversa, só algumas perguntas e respostas foi calculado que 250 ml de água são precisos, agiram façam as contas à utilização a nível global...
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