TOMAR – Atraso na obra da Pedopsiquiatria e expectativas quanto ao Serviço de Medicina Física e Reabilitação

A conclusão das obras do edifício de Pedopsiquiatria e o desenvolvimento do Serviço de Medicina Física e Reabilitação na Unidade Hospitalar de Tomar são duas questões que continuam a marcar as preocupações relacionadas com os cuidados de saúde no concelho.
No caso da Pedopsiquiatria, a empreitada foi adjudicada em fevereiro de 2025 e consignada no mês seguinte, tendo sido anunciado um prazo de execução de sete meses. No entanto, decorridos 19 meses, a obra continua por concluir, situação que motiva preocupação quanto à disponibilização deste espaço e à resposta em cuidados de saúde.
A conclusão da intervenção é considerada importante para melhorar as condições de prestação de cuidados às populações e aos profissionais de saúde.
Outra das questões em destaque prende-se com o Serviço de Medicina Física e Reabilitação. Em dezembro de 2025, durante uma reunião do Conselho Consultivo da Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULSMT), foi apresentado o Plano de Atividades para 2026, que incluía o desenvolvimento deste serviço na Unidade Hospitalar de Tomar.
A concretização deste objetivo é agora aguardada, tendo em conta a importância do reforço das respostas de saúde na unidade hospitalar.
A conclusão da obra de Pedopsiquiatria e o desenvolvimento da Medicina Física e Reabilitação são, assim, duas matérias apontadas como relevantes para melhorar a oferta de cuidados de saúde à população do concelho de Tomar.
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in MIRANTE
ULS Médio Tejo rescinde contrato de obra de Pedopsiquiatria em Tomar após sucessivos atrasos
Empreitada de cerca de um milhão de euros deveria estar concluída em 2025, mas continua longe do fim. ULS Médio Tejo perdeu a paciência com o empreiteiro e prepara novo concurso público para terminar as instalações destinadas à saúde mental de crianças e jovens.
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo rescindiu o contrato de construção do novo edifício de Pedopsiquiatria do Hospital de Tomar, depois de sucessivos atrasos e incumprimentos por parte do empreiteiro. A obra, adjudicada em Fevereiro de 2025 por cerca de um milhão de euros, tinha um prazo de execução de sete meses, mas continua por concluir e sem uma data prevista para entrar em funcionamento. Segundo a ULS Médio Tejo, o empreiteiro justificou os atrasos com falta de mão-de-obra e condições meteorológicas adversas. A instituição privilegiou inicialmente o diálogo e aceitou sucessivos adiamentos, primeiro para Dezembro de 2025, depois para Maio e Julho deste ano. Nenhum dos prazos foi cumprido. A última oportunidade terminou a 15 de Setembro, levando à rescisão do contrato.
A ULS está agora a preparar um novo concurso público para concluir a empreitada e iniciou procedimentos jurídicos para responsabilizar o empreiteiro, incluindo a aplicação de penalizações e eventuais pedidos de indemnização. Entre os trabalhos por executar estão a cobertura do edifício, os sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado e outras instalações essenciais. A decisão surge depois de a Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo ter denunciado a paralisação dos trabalhos, alertando que, 19 meses após a adjudicação, a construção permanecia ao nível do piso térreo. A comissão exige uma solução urgente para garantir melhores cuidados de saúde às populações.
O projecto, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e por verbas próprias da ULS, prevê gabinetes de consulta, espaços de terapia e áreas de apoio junto à entrada principal do hospital. Apesar dos atrasos, a instituição garante que os cuidados de Pedopsiquiatria continuam a ser assegurados em Tomar. A Comissão de Utentes questionou ainda o atraso na criação do Serviço de Medicina Física e Reabilitação. A ULS esclareceu que o projecto se mantém, mas depende da contratação de médicos especialistas, actualmente em número insuficiente para avançar.

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